Identificação técnica, origem documentada e requisitos comerciais devem ser conferidos de acordo com o material e o destino da operação.
01
Brasil · referências técnicas
ABNT e o escopo de cada análise
O laudo deve utilizar referências compatíveis com a gema e com os ensaios efetivamente realizados. A ABNT NBR 10630 é uma referência de terminologia e classificação de gemas; a NBR 12254 é citada pelo IBGM para diamante lapidado. Consulte no Catálogo ABNT o escopo e a edição vigente antes de declarar conformidade.
Para diamantes brutos, o responsável deve distinguir identificação mineralógica e caracterização do bruto da classificação de qualidade do diamante já lapidado. Uma norma de lapidados não deve ser aplicada integralmente ao bruto sem essa distinção.
A ISO 18323:2015 trata da nomenclatura usada na comercialização de diamantes, diamantes tratados, sintéticos, compostos e imitações. A descrição comercial e o laudo devem distinguir claramente o material identificado e os tratamentos detectados.
Indique os métodos empregados, os resultados e as limitações da análise. Quando os testes não permitirem uma conclusão sobre origem natural ou de laboratório, registre a necessidade de exame complementar.
A METRUM GEMS solicita laudo geológico / gemológico da pedra ou lote, com identificação do responsável, habilitação compatível com o serviço, data, identificação do material, métodos, equipamentos, medidas, peso, resultados e conclusão técnica. A responsabilidade técnica deve ser formalizada quando aplicável.
As normas citadas devem ter sido efetivamente utilizadas e ser pertinentes ao trabalho. A simples presença de uma referência normativa não certifica a pedra nem garante aceitação comercial. A ausência de uma citação isolada também não permite concluir, por si só, que todo laudo seja comercialmente inválido.
Os 4Cs do GIA são Color (cor), Clarity (clareza / pureza), Cut (lapidação) e Carat Weight (peso em quilates). A classificação de lapidação pressupõe uma pedra lapidada.
No bruto, o parecer deve caracterizar o material, a forma, o peso, as dimensões, as inclusões, a integridade e, quando tecnicamente possível, o potencial de aproveitamento. Estimativas de rendimento após lapidação devem ser identificadas como estimativas; não equivalem a um grading report do diamante lapidado.
GIA, HRD Antwerp e IGI são referências laboratoriais que podem ser solicitadas pelo comprador. O laboratório e o serviço exigidos devem ser definidos na negociação, considerando o material bruto ou lapidado e as regras do destino.
Um laudo do fornecedor apoia a análise técnica, mas não se transforma automaticamente em relatório de outro laboratório. O GIA, por exemplo, possui requisitos próprios para recebimento e análise do bruto em seu serviço de origem. A citação desses laboratórios não significa parceria, credenciamento ou aprovação pela METRUM GEMS.
Os Blue Books da CIBJO organizam referências de nomenclatura, classificação e práticas do setor. A própria CIBJO informa que sua aplicação é voluntária e recomenda consultar a edição mais recente.
No laudo, declare somente os procedimentos e referências efetivamente aplicados. Mencionar CIBJO ou GIA não equivale à emissão de certificado por essas instituições.
A ANM exige o Cadastro Nacional de Comércio de Diamantes (CNCD) para produtores e comerciantes de diamantes brutos, inclusive importadores e exportadores. A documentação fiscal, a origem declarada e a identificação do lote precisam permitir a conferência da cadeia comercial.
As obrigações de registro e informação de transações, inclusive RTC, devem ser verificadas conforme o enquadramento da operação e a Resolução ANM 106/2022 e suas alterações. O laudo da jazida complementa o dossiê quando disponível, mas sua ausência não dispensa comprovar a origem regular do material.
A exportação de diamantes brutos abrangidos pela regulamentação depende de Certificado do Processo de Kimberley (CPK) e anuência da ANM. Para a importação, devem ser observados o CPK do país de origem e a anuência da ANM no procedimento aplicável.
O sistema busca impedir o ingresso de diamantes de conflito no comércio legítimo. O CPK não substitui o laudo gemológico, a documentação fiscal ou a avaliação comercial. Confira a Resolução ANM 106/2022 e suas alterações, inclusive as Resoluções 146/2023 e 232/2026, antes do embarque.
Preencha apenas os exames e conferências efetivamente realizados. Indique a norma e a edição correspondentes ao escopo; a redação abaixo é uma estrutura de apoio ao profissional.
Material apresentado como diamante bruto, identificado pelo lote [código]. Caracterização realizada pelos métodos [listar], com registro de peso, dimensões, resultados e limitações. Referências técnicas efetivamente aplicadas: [indicar norma, edição e escopo]. Declarações de origem e documentação fiscal foram confrontadas com [documentos examinados]. Resultados restritos ao material e aos ensaios descritos.
Elegibilidade · Dossiê de entrada
Prepare os documentos abaixo para a triagem de diamantes brutos da METRUM GEMS. O laudo da jazida é complementar quando disponível.
01
Obrigatório na triagem
Nota fiscal
Documento fiscal legível, com emitente, descrição da pedra ou lote, valores e identificação compatível com o material apresentado. O peso deve ser informado de modo que possa ser conferido com o laudo.
02
Obrigatório na triagem
Laudo geológico / gemológico da pedra
Laudo técnico legível que identifique a pedra ou lote, o responsável, os métodos e resultados, as medidas e o peso. A identificação do material e eventuais tratamentos devem estar claros, dentro dos limites dos exames realizados.
03
Se houver
Laudo da jazida
Anexe o laudo da jazida quando disponível, com a identificação da área e sua relação com o lote. Esse documento complementa o histórico de origem e não substitui o laudo da pedra nem os demais comprovantes de procedência regular.
04
Mínimo obrigatório
05 fotografias nítidas
Envie pelo menos cinco fotos da pedra ou lote, em ângulos diferentes, com iluminação adequada e detalhes visíveis. O onboarding aceita até dez fotos. As imagens iniciam a triagem e são confrontadas com o material no exame presencial.
Conforme o destino da operação
Mercado interno
Conferir documentação fiscal, titularidade, procedência regular e cadastro CNCD dos produtores e comerciantes de diamantes brutos. Os documentos de entrada não substituem as demais obrigações da operação.
Além do dossiê, verificar CNCD e exigências de comércio exterior. Na exportação de diamantes brutos abrangidos pela regulamentação, são necessários CPK e anuência da ANM. Na importação, conferir o CPK do país de origem e a anuência da ANM. Definir com o comprador o serviço laboratorial e as exigências do destino.
A entrega de documentos e fotos permite iniciar a análise. A elegibilidade comercial depende da conferência de origem, documentação e exame da pedra. Lacração, custódia e apresentação privada seguem o protocolo METRUM GEMS.